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domingo, 22 de agosto de 2010

Museu de Literatura Brasileira

Arquivo-Museu de Literatura Brasileira


Por Bruno Dorigatti e Ramon Mello
Fotos de Tomás Rangel, Marcos Dantas e Arquivo-Museu de Literatura Brasileira (FCRB)


Quem passa em frente ao velho casarão, sede da Fundação Casa de Rui Barbosa, na rua São Clemente, em Botafogo, por vezes ignora que lá exista o fruto de um sonho do poeta Carlos Drummond de Andrade. No fundo do silencioso quintal, próximo ao jardim da moradia do ilustre diplomata, onde atualmente mães e babás fazem passeios diários com seus carrinhos de bebês, está localizado o Arquivo-Museu de Literatura Brasileira.

“O Arquivo-Museu foi criado por sugestão do poeta Carlos Drummond de Andrade. Quando Drummond foi procurado por Dona Lili Brant para autografar um caderno em capa dura com anotações e recortes de textos de escritores, ele percebeu que aquilo servia como um micro arquivo-museu pessoal. Em seguida, publicou uma crônica no Jornal do Brasil [em julho de 1972] referindo-se à ‘velha fantasia’ de criar um museu de literatura que reunisse papéis e objetos relacionados à criação e à vida dos escritores brasileiros”, diz Eduardo Coelho, chefe do Arquivo-Museu de Literatura da FCRB, cujo cargo já foi ocupado por Plínio Doyle e Eliane Vasconcellos.

Drummond e seus contemporâneos reuniam-se aos sábados em encontros na biblioteca da casa do advogado Plínio Doyle, em meados dos anos 1960. Na famosa reunião, batizada de Sabadoyle, Carlos Drummond deu prosseguimento ao seu sonho. Plínio Doyle apelou aos amigos escritores e intelectuais: “Para evitar que se perca ou se disperse a preciosa documentação da nossa história literária, mandem para a Casa de Rui Barbosa todo tipo de material que sirva à nossa finalidade específica”. Ele foi atendido prontamente, e assim juntou em 15 dias mais de 500 documentos.

Américo Lacombe, então presidente da Casa de Rui Barbosa, frequentador das tertúlias, logo aderiu à empreitada, recebendo o apoio de escritores como Paulo Mendes Campos, Murilo Araújo, Wilson Martins, Aurélio Buarque de Holanda, Alphonsus Guimaraens Filho, Pedro Nava, Afonso Arinos, Raul Bopp, Ciro dos Anjos e Peregrino Júnior. Em 28 de dezembro de 1972, a Fundação Casa de Rui Barbosa instalou em sua sede o Arquivo-Museu de Literatura, inaugurado com a exposição Camoniana, comemorativa do quarto centenário de Os Lusíadas, e com uma amostra com cerca de cem documentos do recém-criado arquivo.

Acervos e coleções


Neste centro de memória e informação, através do Arquivo-Museu de Literatura Brasileira, são preservados e divulgados alguns dos mais expressivos acervos documentais de escritores brasileiros, entre eles Clarice Lispector, Manuel Bandeira, Antonio Callado, Lúcio Cardoso, Pedro Nava, Plínio Doyle, Adalgisa Nery, Fernando Sabino, Cacaso, Vinicius de Moraes, Helio Pellegrino, Rubem Braga, Osman Lins, Caio Fernando Abreu e Carlos Drummond de Andrade.

“O Arquivo-Museu é constituído de arquivos e de coleções. Os arquivos reúnem acervos de escritores que são titulares desses arquivos, ou seja, tudo que foi acumulado pelo próprio autor, o titular. Por exemplo, o arquivo do Drummond possui documentos que ele próprio guardou ao longo de sua vida. E as coleções agrupam documentos doados por pessoas distintas. Já temos cerca de 124 acervos de escritores brasileiros, além de coleções com mais de 600 pastas, entre documentos avulsos, diversos originais e coleções de recortes de jornais”, explica Coelho, que completa:

“Há arquivos antigos como o de Machado de Assis, José de Alencar, Cruz e Sousa. E, nas coleções temos as mais representativas, como a do Guimarães Rosa. A coleção de Lauro Escorel, por exemplo, é pouco estudada, mas tem documentos extremamente importantes. Uma das boa s qualidades de Escorel era a curiosidade, ele perguntava muito aos autores sobre os processos construtivos. Então, por meio dessa coleção seria possível fazer o mapeamento da constituição do plano poético no Brasil”.

É possível ainda encontrar originais datiloscritos de Água viva, de Clarice Lispector, antes intitulado de Objecto gritante. No rico acervo de Pedro Nava estão os originais de Balão cativo, peças raras, com desenhos artísticos ilustrando suas memórias. E pode-se pesquisar, por exemplo, a correspondência entre Adalgisa Nery e o casal de artistas Diego Rivera e Frida Khalo, no período em que a poeta foi embaixatriz no México ao lado do segundo marido, Lourival Fontes. Também estão na Casa de Rui cartas do então jovem poeta Vinicius de Moraes. Por exemplo, uma carta de 1938, quando Vinicius, recém-chegado a Londres, se correspondia com Rodrigo de Mello Franco sobre a literatura inglesa e a obra de Aleijadinho (abaixo, foto do poeta ao pé de uma escultura em Congonhas (MG), 1938). Além disso, destaca-se também a rara coleção bibliográfica com revistas e jornais literários dos séculos XIX e XX , organizada pelo bibliófilo Plínio Doyle (foto abaixo), fundador do Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro.

Além dos acervos e coleções, integram o Arquivo-Museu aproximadamente 1.200 peças, entre móveis, canetas, óculos, medalhas, caixas de músicas, esculturas e telas. Pode-se relacionar esses objetos com elementos das obras dos autores, por exemplo, a tela A menina morta (autoria anônima, 1890), que provavelmente inspirou o quarto romance, homônimo, de Cornélio Pena.

O acervo Clarice Lispector é o mais valorizado. Duas exposições já foram realizadas sobre a escritora a partir deste acervo: Clarice Lispector — a hora da estrela, de 2007, que correu o país depois de produzida pelo Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, e Clarice Pintora, de 2009, que exibiu no Instituto Moreira Salles as telas da escritora, entre elas Sem sentido, de 1975, descrita no livro Um sopro de vida (1978).




Arquivos virtuais, o desafio


Um dos principais desafios do Arquivo-Museu é como tratar e catalogar o acervo, com arquivos enormes e que crescem todos os anos. E com o surgimento das novas tecnologias, a preservação se torna uma questão cada vez mais desafiadora. Como preservar os arquivos digitais? Como comprovar a autoria dos textos digitais? O que fica da geração de escritores que trabalham com o computador, na web?

“Tentamos criar pontos de diálogo com o pesquisador comprometido com aquele arquivo e nossos trabalhos de preservação. O setor público ainda está atrasado na questão da preservação de acervos digitais. Estamos interessados em colher acervos digitais de alguns autores contemporâneos, como Rodrigo de Souza Leão, para criar essa frente de trabalho. Hoje em dia os manuscritos estão praticamente em desuso. Não há respostas, há buscas por soluções. Temos que encarar a superação das tecnologias, esse é o grande desafio”, afirma Ana Pessoa, diretora do Centro de Memória e Informação da FCRB, que também enfrenta a supervalorização dos acervos:

“As famílias acham melhor reter para si na subestimação completa do que seja o processo de arquivamento. Há uma mística sobre os inéditos, é bom esclarecer que quando um acervo é recolhido não se fere os direitos autorais, que continuam sendo da família. Nós temos acervos digitalizados que não foram disponibilizados na internet porque as famílias têm receio de perder o controle do acervo”, diz.

No entanto, há exemplos positivos em relação à disponibilização virtual dos acervos, como a iniciativa da família do poeta Vinicius de Moraes, que digitalizou e publicou a coleção doada por José Mindlin – projeto que, em abril deste ano, inaugurou o Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais, realizado pelo Ministério da Cultura. “Suzana de Moraes, ao digitalizar todo acervo de seu pai, Vinicius, ajuda a provar que não é um risco. Ao digitalizar, cria-se uma rede de leitores em torno do autor, que busca o livro como anteparo de uma ferramenta mais acessível do que a web”, explica Eduardo Coelho.


Preservar é preciso

O trabalho de preservação exige muita modéstia de quem faz, e ao mesmo tempo previsão de futuro em termos históricos. Arquivistas e especialistas em literatura brasileira têm se dedicado à melhoria do Arquivo-Museu. “O padrão é perder, dispersar. Todo projeto de preservação é a eleição de alguma coisa que estaria perdida. O Arquivo-Museu de Literatura Brasileira é fundamental, paradigmático. Ele é a matriz do tratamento de coleções pessoais de literatos. A partir dele foram gerados outros arquivos-museus no Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo... É um padrão, uma referência para os demais arquivos”, defende Ana Pessoa.

Serviço

Arquivo-Museu de Literatura Brasileira
Fundação Casa de Rui Barbosa

Rua São Clemente, 134 - Botafogo - Rio de Janeiro, RJ
Tel.: (21) 3289-4600
Atendimento: 2ª a 6ª feira, de 9 às 18h, com a última entrada 45 minutos antes do fechamento

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Livrarias e leitura


Aproveitando a sugestão da foto de uma bela livraria de Buenos Aires, resolvi partilhar com vocês alguns dados importantes sobre a nossa relação com o livro. Então, vejam: o mais recente censo realizado pela Associação Nacional de Livrarias (ANL) calculou que existem aproximadamente quase 3000 livrarias em todo o Brasil – o dobro do nosso vizinho argentino. A distribuição entre as regiões, entretanto, deixa muito a desejar, pois 68% das livrarias se concentram no sudeste e no sul do país. Mais de mil dessas livrarias estão em São Paulo e no Rio de Janeiro, aliás, SP tem quase 3 vezes mais (864) do que o RJ (268). O Distrito Federal é campeão de ratos de livro: lá existe uma loja para cada 30.890 habitantes. Mas em Roraima, quem diria? Lá no extremo norte, onde é difícil até uma ligação no celular, existe a maior média de livraria por habitante - uma para cada 16000. É a partir de dados como esses que é possível perceber a importância de se distribuir melhor a cultura do livro no Brasil, inclusive, através dos estantes virtuais que podem levar o livro até o mais distante deste povo. No mais, o quesito leitura mostra que a velha disputa Brasil-Argentina deve abrir outros olhares, além da rixa do futebol. Lá, cada habitante lê em média 5 livros por ano, enquanto no Brasil (embora tenha ocorrido um interesse maior nos últimos tempos), a média não chega a 3 livros. Ainda há mais para valorizar em nossos "hermanos", além de simples adversários no esporte.
Por Paulo Tostes

quinta-feira, 22 de julho de 2010

O dia do escritor

Para quem não sabe, neste domingo, dia 25 de julho, será comemorado o dia do escritor. A data foi definida por decreto governamental, em 1960, após o sucesso do I Festival do Escritor Brasileiro, organizado naquele ano pela União Brasileira de Escritores, por iniciativa de seu presidente, João Peregrino Júnior, e de seu vice-presidente, Jorge Amado. Àquele que é um apaixonado pela palavra, esta sempre lhe será um caminho singular para todas as causas...

sábado, 17 de julho de 2010

Um retrato de Dublin


Com um registro histório que vai desde o ano de 140 d.C., feito pelo astrônomo grego Ptolomeu, que a chamou de Eblana Civitas, eis um pouco de Dublin com os seus quase 2000 anos de história. Não é por menos que James Joyce a transformou também num mito que remete aos gregos... Na foto, destaque para o Rio Leffey, no fim de tarde, onde o escritor irlandês por vezes o contemplou.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Europeana

No mês em que debateremos a obra "Cultura - um conceito antropológico" de Roque de Barros Laraia (Jorge Zahar) no contexto da antropologia cultural, vale conhecer a Europeana que permite pesquisar os acervos culturais de toda a Europa e se comunicar em rede com outros pesquisadores compartilhando conteúdos, informações, fotos, iconografia entre outros.
A plataforma permite amplo acesso as fontes através dos mais variados mecanismos e recursos com imagens, sons, vídeos e textos.
Acesse:

http://www.europeana.eu/

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Homem x Cultura

Em meio à proposta da próxima obra do Aleph, que tal antes uma breve passagem por Salvador? Pode parecer estranha a relação com o título a ser lido em outubro, mas não é. Eu explico.
Que o homem se estuda ou busca se conhecer e partilhar sempre alguma forma de cultura, não resta a menor dúvida. Mas, afinal, para quê cultura, ou o que é cultura? A pergunta pode parecer óbvia, sendo o homem, por natureza, um ser simbolicamente cultural. Todavia, vejamos.
Sem me alongar neste breve espaço, considero o homo sapiens um homo politicus, porém, nas primeiras terras de Vera Cruz, a coisa não é bem assim, e cada um, se é político e sábio, quase sempre o é na contramão da sabedoria e da política.
Então, caros alephianos, consideremos o que tenho a contar após a minha recente andança por Salvador. Conversando um pouco com Diego, um brasileiro, recepcionista e versátil baiano na necessidade de ganhar dinheiro, pude conhecer um pouco da ilustre Casa Legislativa dos soteropolitanos. Venham comigo! Dizia ele que “Deocrete”, afamado dançarino da capital baiana foi eleito vereador (será que o foi por ser dançarino? Bom, isso não importa muito, não é?), e uma de suas mais recentes e louváveis contribuições à Câmara Legislativa e ao povo da telúrica cidade, foi propor um projeto no qual o “imorredouro” astro pop, Michael Jackson, deveria se tornar um cidadão honorário de Salvador. E não é que o projeto foi acolhido pelos demais colegas e já notificado no Diário Oficial?
Que o distinto vereador seja tão vivamente afetado poderia ser um modo de fazer “cultura”, não acham? Pois vivemos numa diversidade cultural! Mas daí fazer um morto da indústria cultural ser agraciado com tal honraria? E para uma cidade que não é só de todos os santos, mas também de tantos diabos? Não existe aí exemplo melhor de homem x cultura! É o caso de nos perguntarmos então até onde o homo sapiens e politicus, por aqui, consegue medir e mediar sua presença na cultura...
Enquanto isso, a Bahia, que a todos impõe: “sorria porque você está na Bahia”, dança, simplesmente dança e mia em zinco de chapa quente...
Por Paulo Tostes

domingo, 2 de março de 2008

PDL - Projeto Democratização da Leitura



Caros amigos,

Inauguro minha entrada no blog do grupo compartilhando com todos um dos sites mais úteis para mim. O "Portal Detonando" abriga agora um projeto chamado de "PDL" (Projeto Democratização da Leitura) - Biblioteca Virtual. Com milhares de livros digitalizados, o site oferece gratuitamente para download as grandes obras da literatura mundial e brasileira. Muitos livros são copyleft, ou seja, as editoras não pagam pelos direitos autorais (como a maioria dos livros da Martin Claret, LP&M, Escala...) e por isso também estão disponíveis na página web. Outros são registrados e se encontram nas prateleiras de "lançamentos" das livrarias, mas também podemos encontrá-los para download no PDL, nos dando a oportunidade de conhecer uma obra com calma antes de adquiri-la.

Para acessarem, cliquem aqui. Façam bom uso!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Liverpool - capital européia da cultura 2008

Liverpool na Inglaterra foi eleita a capital européia da cultura de 2008, ano em que estão programadas intensas atividades na cidade e que a tornará ainda mais atraente.


Confira o calendário das atividades no site:



Para programar viagens a Inglaterra, acesse:

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Machado

Em meio às inúmeras homenagens aos 100 anos de morte de Machado de Assis, a Litteris dá uma contribuição original. A editora criou um concurso para premiar quem melhor completar os 12 versos faltosos do famoso soneto jamais concluído por Bentinho no romance "Dom Casmurro". O soneto tem como primeiro verso "Oh! Flor do céu! Oh! Flor cândida e pura!" e, como último, "Perde-se a vida, ganha-se a batalha!".


Informações:

http://www.litteris.com.br

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Brasília: capital americana da cultura de 2008

O Bureau Internacional de Capitais Culturais é um organismo que agrupa a Capital Americana de la Cultura (www.cac-acc.org), a Capital Brasileira da Cultura (www.capitalbrasileiradacultura.org), a US Capital of Culture (www.culturalcapital.us), e a Capital da Cultura Catalã (www.ccc.cat), como iniciativas plenamente consolidadas, e outros projetos em desenvolvimento.
Para maiores informações, acesse:

http://www.capitalbrasileiradacultura.org

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Palace

O centro cultural Palace.
Logo no início do ano nele compareci para ver "O amor nos tempos do cólera" nesse lugar agradável e central da cidade, de muitas histórias que conheci quando tinha 7 anos onde fui com meu amado Pai assistir a um desenho animado da turma da Mônica e, pouco depois disso, o lugar foi fechando e permaneceu abandonado por anos e anos...
E só há alguns reabrindo com a ajuda de uma instituição do sistema financeiro, voltou a funcionar além do cinema com um bar e centro cultural que é o único da cidade a exibir curtas alternativos, nele tendo também lugar o "Luzes da cidade" (http://www.luzesdacidade.art.br/), poderia ainda enumerar muitos outros pontos a favor, claro que a maioria a partir do ponto-de-vista de quem não tendo carro e não morando na zona-sul da cidade (onde estão outras salas de exibição e se concentram tantas outras de lazer). Assim registro aqui a triste situação com a qual a cidade novamente se depara com a possibilidade de vê-lo fechar.
E por quê?
- A velha "falta de recursos" e incentivos...

E pensar que o nosso país e em particular a nossa cidade de Juiz de Fora se gaba tanto de valorizar seu patrimônio e história, até quando ficarão as coisas públicas a mercê de só serem mantidas pela iniciativa privada?

Onde estão os mesmos que no uso dele para seus projetos e interesses, não se apresentam para numa mobilização garantir-lhes definitivamente o importante papel que tem ali no centro e coração da cidade?

Enfim quando tomaremos como nosso, zelosos e cuidadosamente o que sendo público ou não, serve tão bem a todos?

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

MAMM - Museu de Arte Murilo Mendes



Uma das referências e atrações mais valiosas do horizonte cultural de Juiz de Fora é o MAMM - Museu de Arte Murilo Mendes, criado em 2005 pela UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora, abrigando espaço para difusão e desenvolvimento da cultura, do ensino e pesquisa e extensão. Nele está o mais importante coleção de arte moderna do estado de Minas Gerais, estando também a biblioteca de Murilo Mendes doada por sua esposa, Maria da Saudade Cortesão Mendes, que reúne mais de 2800 volumes. Contando com uma programação variada todos os meses em que se dão palestras, exposições, lançamento de livros e apresentações e mostras variadas, o prédio do MAMM fica na rua Benjamin Constant, nº 790, centro (no prédio da antiga reitoria), telefone: (32) 3229-9070.

Na internet, acesse:

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Biblioteca Municipal Murilo Mendes: 110 anos


São comemorados em 2007, mais precisamente em dezembro, os 110 anos da Biblioteca Municipal Murilo Mendes que em seu início em 1897 contou em sua Fundação com 1.200 títulos doados pelo jornalista Heitor Guimarães.
Atualmente ela conta com um acervo de 55.757 obras que a situa como uma das principais do estado, contendo em suas instalações ao lado do CCBM - Centro Cultural Bernardo Mascarenhas - além do Mercado Municipal e da Secretaria de Educação (na Praça Antônio Carlos) espaços para exposições, leituras e estudos (3 grupais e 106 individuais).
Para a locação (gratuita) de livros é necessário um documento de identidade e comprovante de endereço sendo que, a cada ano é necessário renovar os registros na atualização do sistema de usuários.
Neste mês será inaugurada nas comemorações da data uma Revisteca com cerca de 70 títulos e pleno acesso aos usuários (diferente do setor de periódicos que requerem um funcionário acompanhando), resultado de um convênio firmado com a editora Abril.

Para acessar o acervo e obter maiores informações:

http://www.funalfa.pjf.mg.gov.br/biblioteca/acervo.php

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

São João del Rei em 2007 - Capital da cultura






A cidade mineira de São João del-Rei encerrou oficialmente neste sábado, a Capital Brasileira da Cultura 2007 com diversos atos. A festa de encerramento da CBC 2007 coincide com o aniversário de fundação da cidade que hoje completa 302º anos.A programação da festa de encerramento incluiu o lançamento de uma medalha comemorativa a CBC 2007 cunhada pela Casa da Moeda, a entrega do Diploma de Honra ao mérito a Xavier Tudela, presidente da ONG CBC e do Bureau Internacional de Capitais Culturais, e a transmissão do título de capital cultura à cidade de Caxias do Sul eleita Capital Brasileira da Cultura 2008, que esteve representada na cerimônia pelo vice-prefeito, Alceu Barbosa, pelo Secretario de Cultura Antonio Feldmann e por uma comitiva da Festa da Uva 2008, que incluiu a rainha e as duas princesas eleitas recentemente.O governador Aécio Neves foi representado por Rômulo Viegas, Subsecretário de Desenvolvimento Regional e Política Urbana e ex-prefeito de São João del-Rei.

São João del-Rei foi a segunda capital brasileira da cultura depois de OlindaCBC 2006 e terminou a sua capital cultural com um balanço muito positivo segundo comenta o prefeito Sidney Antonio de Sousa “a CBC 2007 foi um marco na história da cidade e deixa um legado importante para a nossa cultura ”.
Para maiores informações acesse:

http://www.saojoaodelreisite.com.br/

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Projetos em curso

A Casa da Leitura, sede do Programa Nacional de Incentivo à Leitura (PROLER) da Biblioteca Nacional, receberá até 5 de dezembro propostas de cursos e seminários a serem ministrados no ano de 2008. Os interessados devem encaminhar projetos para o e-mail casadaleitura@bn.com.br com currículo.

Fonte: O Globo - Prosa & Verso - pág. 6 em 17 de novembro de 2007.

sábado, 11 de agosto de 2007

Cultura e Pensamento 2007

O MinC divulgou quarta-feira os 12 projetos selecionados pelos editais do Programa de Cultura e Pensamento 2007.
Os projetos – seminários, publicações impressas e on line – serão realizados ainda este ano.
A lista completa e mais informações estão disponíveis no portal:

Fonte: Mànya Millen e Rachel Bertol – No prelo - O Globo - Prosa & Verso, pág: 5 em 4 de agosto de 2007.