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terça-feira, 20 de julho de 2010

Brilho de uma paixão



Na Londres do século XIX, uma profunda e incurável história de amor entre o poeta inglês John Keats e sua vizinha Fanny Brawne, uma jovem costureira. Enquanto ela costura os tecidos da moda, o poeta tece os fios do coração num belo filme que retrata a vida de um dos maiores poetas do Romantismo europeu... Em cartaz no cine Palace de Juiz de Fora.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

O violino vermelho

Como parte da comemoração dos 8 anos do Aleph, eis um belo filme.

Durante o século XVIII, um artesão tenta construir um violino perfeito para homenagear sua esposa que está grávida. Mas ela e seu filho morrem no parto e, a partir daí, o destino do violino irá atravessar várias gerações, passando pelos mais diversos países.
O instrumento passa por um mosteiro na Áustria, no século XVIII, pela Inglaterra do século XIX, pela China durante a Revolução Cultural, até chegar finalmente ao Canadá. Música e cultura, política e paixão, história e intriga nos bastidores do leilão acompanham a aventura do instrumento através dos tempos. A narrativa segue os passos do violino, e os personagens apresentados têm o instrumento em suas vidas como ponto em comum. Assim, ao longo dos tempos, o violino vermelho é enterrado, vendido, saqueado, penhorado e muitas vezes tocado maravilhosamente. O filme conquistou o Oscar de Melhor Trilha Sonora.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Homem x Cultura

Em meio à proposta da próxima obra do Aleph, que tal antes uma breve passagem por Salvador? Pode parecer estranha a relação com o título a ser lido em outubro, mas não é. Eu explico.
Que o homem se estuda ou busca se conhecer e partilhar sempre alguma forma de cultura, não resta a menor dúvida. Mas, afinal, para quê cultura, ou o que é cultura? A pergunta pode parecer óbvia, sendo o homem, por natureza, um ser simbolicamente cultural. Todavia, vejamos.
Sem me alongar neste breve espaço, considero o homo sapiens um homo politicus, porém, nas primeiras terras de Vera Cruz, a coisa não é bem assim, e cada um, se é político e sábio, quase sempre o é na contramão da sabedoria e da política.
Então, caros alephianos, consideremos o que tenho a contar após a minha recente andança por Salvador. Conversando um pouco com Diego, um brasileiro, recepcionista e versátil baiano na necessidade de ganhar dinheiro, pude conhecer um pouco da ilustre Casa Legislativa dos soteropolitanos. Venham comigo! Dizia ele que “Deocrete”, afamado dançarino da capital baiana foi eleito vereador (será que o foi por ser dançarino? Bom, isso não importa muito, não é?), e uma de suas mais recentes e louváveis contribuições à Câmara Legislativa e ao povo da telúrica cidade, foi propor um projeto no qual o “imorredouro” astro pop, Michael Jackson, deveria se tornar um cidadão honorário de Salvador. E não é que o projeto foi acolhido pelos demais colegas e já notificado no Diário Oficial?
Que o distinto vereador seja tão vivamente afetado poderia ser um modo de fazer “cultura”, não acham? Pois vivemos numa diversidade cultural! Mas daí fazer um morto da indústria cultural ser agraciado com tal honraria? E para uma cidade que não é só de todos os santos, mas também de tantos diabos? Não existe aí exemplo melhor de homem x cultura! É o caso de nos perguntarmos então até onde o homo sapiens e politicus, por aqui, consegue medir e mediar sua presença na cultura...
Enquanto isso, a Bahia, que a todos impõe: “sorria porque você está na Bahia”, dança, simplesmente dança e mia em zinco de chapa quente...
Por Paulo Tostes

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

"O amor nos tempos do cólera"


Fui conferir no Cine Palace o filme inspirado na obra do Nobel colombiano Gabriel García Márquez em "O amor nos tempos do cólera" e realmente, vale o investimento embora muitas obras da literatura universal ou regional tenham inspirado filmes e deixado muito a desejar (um motivo à mais para não as deixarmos de ler), não se trata aqui deste filme que conta com um grande elenco de atores de várias nacionalidades, incluindo a brasileira, na excelente performace de sempre bilhante atriz que é Fernanda Montenegro (no papel da mãe de Florentino Ariza - interpretado pelo inspirado Javier Bardem, protagonista da história).
A história faz pensar em meio as múltiplas possibilidades para reflexão acerca do amor entre outras coisas, no confronto e embate entre o ideal romântico amoroso, posto à prova pela experiência imerso numa realidade que lhe é contrária e no entanto, o torna ainda mais perene em meio as dificuldades e dores, limitações e precariedades até que encontre o momento e espaço para que possa enfim, se presentificar.
Vale lembrar que já lemos García Márquez num de nossos encontros, onde a maioria optou pela sua mais conhecida obra "Cem anos de solidão".

sábado, 29 de dezembro de 2007

Dos livros às telas: Saramago e Gabriel Garcia Márquez



No próximo ano de 2008 teremos 2 obras da literatura transpostas para o universo cinematográfico (ou será melhor dizer palavra Vs imagem ?).
"Ensaio sobre a cegueira" do Nobel português José Saramago (uma das primeiras obras que lemos no grupo em 2002) está sendo filmado pelo brasileiro Fernando Meirelles (de "Cidade de Deus", "O jardineiro fiel") e "O amor nos tempos de cólera" do colombiano também laureado com o Nobel Gabriel Garcia Márquez conta no elenco com a atriz brasileira Fernando Montenegro além de um grande elenco com várias estrelas do cinema e tv das Américas central e do sul, sendo que o diretor é Mike Newell ("Quatro casamentos e um funeral").

Agora é aguardar e conferir o resultado, embora o filme por melhor seja produzido e bem feito jamais dispense a leitura da obra que o inspirou, onde nem sempre, tudo é possível de ser traduzido em imagens.